quarta-feira, 17 de abril de 2019

São Sebastião do Alto


São Sebastião do Alto tem um pouco mais de 9 mil habitantes (2010), é uma das maiores fornecedoras  de leite para a Cooperativa de Macuco, além do cultivo de cana de açúcar, cereais e legumes. São Sebastião faz limites com as nossas irmãs  Cantagalo, Itaocara, Macuco, Santa Maria Madalena, São Fidélis e Trajano de Moraes.

Criada em 17 de Abril de 1981 completa hoje 128 anos de existência e quem nasce ou mora por lá (nativo por afeição) chamamos de Altenses, portanto nossos parabéns a todos os Nativos Altenses!

( Imagem e algumas informações copiadas da página original da Prefeitura)


Curiosidades: A sede da cidade fica na"Serra do Deus me livre". Por ser área fértil para a agricultura e banhada pelos rios Macuco, Negro e Grande, além de afluentes e córregos auríferos, é também conhecida como "A Mesopotâmia Fluminense", lembrando a famosa região dos tempos antigos, também área pródiga para a agricultura e banhada pelos rios Tigre e Eufrates. (localizada no Oriente Médio, onde atualmente é o Iraque, área também chamada pelos historiadores de Crescente fértil).

Seus primeiros habitantes foram formados por tribos de Coroados e Goitacás. Houve uma invasão comandada por um bandoleiro vulgo Mão de Luva, o objetivo era encontrar ouro mas como não havia foram embora e lá ficaram grupos de Italianos, Portugueses, Caboclos e Negros, essas pessoas desenvolveram a agricultura do café e criaram o então Arraial de São Sebastião do Alto.


terça-feira, 9 de abril de 2019

Rio das Ostras, a Figueira Imperial e outras histórias

(A Figueira Centenária, local de descanso do Imperador, imagem e muitas informações foram copiadas da página oficial da Prefeitura)

PRIMEIROS REGISTROS

A origem de Rio das Ostras data, entretanto, de cerca de 4 mil anos, quando era habitada por caçadores e coletores semi-nômades, cuja presença pode ser comprovada em seu solo repleto de sambaquis, com áreas de sítios arqueológicos demarcadas em 1967 por pesquisadores do IAB - Instituto de Arqueologia Brasileira, confirmando sua pré-história.

PRIMEIRAS CONSTRUÇÕES

Situada na Capitania de São Vicente, tinha a denominação de Leripe (que em tupi-guarani significa “Lugar de Ostra”) ou Seripe, sendo parte das terras da Sesmaria doada aos jesuítas pelo Capitão-Mor Governador Martins Corrêa de Sá em 20 de novembro de 1630. Esta faixa foi delimitada por dois marcos de pedra - PITOMBAS - colocados em Itapebussus e na barreta do Rio Leripe com a insígnia da Companhia de Jesus. Os Jesuítas foram responsáveis pelas primeiras construções na região como o Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição e a antiga Igreja.

BAÍA FORMOSA

Conhecida então como Baía Formosa no século XIX, foi um próspero arraial e seu crescimento se deu ao redor da igreja e do Poço de Pedras. O Rio das Ostras era rota de tropeiros e comerciantes, mas no arraial já existiam internatos masculino e feminino, o Grande Hotel, o Posto de Polícia Provincial, a Igreja e o Poço do Largo, com água pura que jorrava a beira-mar.

IMPERADOR DOM PEDRO II E A FIGUEIRA CENTENÁRIA

A história de Rio das Ostras é comprovada por meio de relatos de antigos navegadores que por aqui passaram como o sapateiro da expedição de Villegagnon França-Antártica em 1510, Jean de Lery, o naturalista Augustin François César Prouvençal de Saint Hilaire, o Príncipe alemão Maximilian Alexander Philipp Zu Wied Neuwied e, em 1847, o Imperador D. Pedro II, que descansou a sombra da, hoje, centenária figueira a beira-mar, após ser recebido com bandas de música e folguedos, conforme noticiaram os jornais da época.

EMANCIPAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA

A lei estadual nº 1984/92 criou o município de Rio das Ostras, com sede na atual Vila do mesmo nome, formado do território do distrito de Rio das Ostras, desmembrado do município de Casimiro de Abreu. No art. 2º, ao contrário do que muitos pensam, se extrai que o território de Rio das Ostras é constituído de um único distrito.

LEI QUE CRIA O MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS

Lei nº 1984, de 10 de abril de 1992
A seguir Patrimônio histórico de Rio das Ostras:
(Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição)
(Museu de Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba)
(Casa de Cultura Bento Costa Junior)
(Centro Ferroviário de Cultura Guilherme Nogueira)
(Figueira Centenária)
Informações e imagens copiadas da página oficial da Prefeitura de Rio das Ostras.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Mestre Ziza, da Av. Paiva para o Mundo.






Mestre Ziza, da Av. Paiva para o Mundo.


Zizinho nasceu em São Gonçalo, em 14 de Setembro de 1921, na Avenida Paiva, número 77, no bairro de Neves no ano de 1921, e faleceu em Niterói, 8 de Fevereiro de 2002. Foi um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Começou nas divisões de base do Byron, de Niterói e foi revelado, jogando entre 1939 a 1950, no Flamengo, clube no qual ganhou o tricampeonato estadual em 1942, 1943 e 1944, além do Campeonato Carioca de 1939. Zizinho saiu do Flamengo com 329 jogos e 146 gols e considerado o maior ídolo do clube até a aparição de Zico.
Trabalhou na Fábrica de Tecidos do Barreto ainda bem jovem, também trabalhou no Loyd Brasileiro antes de começar a jogar futebol começando pelo Clube Carioca, disputando o Campeonato Niteroiense. Jogou em diversos times do bairro de Neves. Enquanto atuava por times de São Gonçalo e Niterói, permaneceu atuando como operário. Abandonou o Loyd Brasileiro quando foi chamado para integrar o Clube de Regatas do Flamengo.
Zizinho também atuou pelo Bangu, clube que defendeu de 1950 a 1957. Ele deixou o Bangu como maior jogador da historia do clube. Ele é o 5º maior artilheiro da historia do clube, com 122 gols, e o maior artilheiro em uma só partida com 5 gols. Zizinho ainda conseguiu 2 vice-campeonatos cariocas pelo Bangu, 1 como jogador em 1951 e outro como técnico em 1965. Ele terminou o Campeonato Carioca de 1952 como artilheiro e venceu 2 Torneios inicio do Rio de Janeiro e o Torneio inicio do Rio-São Paulo. Foi ídolo também no São Paulo, onde disputou 60 jogos e marcou 24 gols. Ele atuou na seleção de 1942 a 1957. Foram 54 jogos pela Seleção Principal, com 37 vitórias, 4 empates e 13 derrotas, marcando 30 gols. Na Copa de 1950, foi considerado o melhor jogador. Dizem que Zizinho foi o ídolo de Pelé em sua infância e que o maior de todos os tempos se tornou jogador inspirando-se no craque da Copa de 1950.
Seu nome Thomaz Soares da Silva, mas foi profissionalmente, era sempre chamado de Zizinho. Mas, para aqueles com mínimo de discernimento futebolístico, Zizinho tinha um adjetivo que vinha antes. Mestre. Mestre Ziza.


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Um dia feliz em São Gonçalo

Um dia feliz em São Gonçalo

Nov 03, 2018 01:54 pm
(Texto de Mário Lima Jr)
Hoje fez sol, o dia foi lindo. Acordei às 7h com o barulho habitual dos tiros e tomei um banho rápido. Antes de sair de casa, parado no portão, olhei para os lados e não vi ninguém armado na rua, assim me senti seguro o suficiente pra comprar pão. A padaria do bairro tinha sido assaltada 10 minutos antes por alguns moleques que nunca foram vistos na comunidade. Bandidos desconhecidos, mais ousados, talvez recém-chegados do Rio de Janeiro, os clientes diziam.
Na rua em frente à padaria percebi que haviam construído uma barricada nova com terra, pedras e entulho. Obra prima da construção civil, possível apenas com o uso de máquinas de grande porte, erguida em poucas horas durante a madrugada, praticamente sem fazer barulho.
De novo em casa, sentei à mesa da cozinha pra tomar café da manhã mas tive que levantar pra fechar as janelas, o som de funk que vinha do vizinho estava alto demais. Não eram nem oito horas da manhã. O barulho começa cedo nos dias de resenha entre os jovens.
Terminei de me arrumar e no caminho pro trabalho fiquei irritado de verdade. Um cara empinando a moto, fazendo um barulho horrível, passou raspando do meu lado. Não respeitam mais ninguém. Será que é doido e não me viu na rua? Eu andaria na calçada se existisse calçada em São Gonçalo. Quando existem, são apenas uma passagem cheia de lixo, mato ou buraco e o pedestre é obrigado a se arriscar na rua.
Parado no ponto de ônibus, sem banco e sem cobertura, embaixo de um sol capaz de rachar o asfalto, o alívio só veio quando entrei no coletivo. Moro em São Gonçalo há 30 anos e finalmente rodam ônibus na cidade com ar-condicionado, graças ao esforço dos incríveis parlamentares gonçalenses, em especial o vereador Eduardo Gordo, autor do projeto de lei.
Na volta pra casa, após o fim do expediente, tomei um susto. Minha rua estava lotada, um balão tinha acabado de cair. Escalaram o muro do meu vizinho e invadiram a casa dele, tudo por causa do balão. Algumas senhoras, vestidas a caráter, reclamavam na esquina que interromperam sem avisar as aulas de zumba patrocinadas por um candidato a deputado estadual. Ele não foi eleito e ficou revoltado por ter recebido poucos votos nas zonas eleitorais da região.
Deitei pra dormir agora há pouco, cansado. A roupa que eu tinha deixado no varal pra secar mudou de cor, para preto. Tive que lavar, alguém colocou fogo no mato outra vez. Mas o dia foi bom. Por milagre, São Gonçalo guarda certa ligação especial com a inocência do mundo. A luz da lua está iluminando a janela do meu quarto. A noite está limpa, estrelada, e tem um cheiro fresco no ar que não sei de onde vem. Pena que começaram os tiros de novo.
O post Um dia feliz em São Gonçalo apareceu primeiro em Mário Lima Jr..


Mário Lima Jr é renomado cronista urbano gonçalense, inclusive com texto publicado no Jornal do Brasil

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

ALCÂNTARA DOS DESEJOS

Produção Utilize Agência Digital, edição do  Professor de História André Correia e roteirização do Graduando em História Agliberto Mendes