segunda-feira, 7 de maio de 2018

Adeus Rinoceronte Branco...

(Texto de Darc Freitas de Andrade)

Chamamos de Meio Ambiente porque já destruímos a metade? 

Em março deste ano (2018), o mundo perdeu o rinoceronte branco, que em seus últimos anos de vida tinha a companhia de três guarda-costas armados com escopetas e rifles semi automáticos durante 24 horas por dia, sete dias por semana. 
Ele vivia no Ol Pejeta Conservancy, área de proteção no Quênia. 
Os seguranças tinham como missão afastar os caçadores que saíam em busca do chifre de rinocerontes, vendido em países como o Vietnã por até US$ 100 mil o quilo (mais valioso que ouro), por ter fama de curar doenças como o câncer. 


(Sudan, o último Rinoceronte Branco, falecido aos 45 anos, no Quênia, continuam vivas as fêmeas Najin e Fatu, respectivamente filha e neta de Sudan. A única esperança para preservar esta espécie é desenvolver técnicas de fertilização in vitro com o uso de ovos das duas fêmeas restantes e de espermatozoides conservados de machos)
(imagem, Sputinik Brasil)         


Ao longo dos anos, espécies raras vão desaparecendo do planeta por conta da ação menos cuidada do homem. Se alguns animais se extinguem por diferentes motivos, a verdade é que muitos outros desaparecem da superfície da Terra devido à caça praticada pelos humanos.

Alterações de clima, desastres naturais, doenças desconhecidas ou, também muito frequente, ataques de predadores, são algumas das ameaças naturais que os animais sofrem e que podem levar à extinção. Mas nenhuma das ameaças exteriores está provada como mais destrutiva que a ação humana, nomeadamente a caça. 

Dentre outros, já  estavam extintos, o Rinoceronte Negro do Oeste Africano (Diceros bicornis) nativo do continente africano, que foi extinto recentemente (2011) por causa da caça predatória;
Também o Leão do Cabo (Panthera leo melanochaita) espécie nativa da África do Sul, que foi extinto por volta de 1865 decorrente da caça esportiva e para proteger as propriedades e os rebanhos;
E ainda o Quagga (Equus quagga quagga) espécie de zebra, que habitava a África do Sul, e que foi extinto no século XIX decorrente da caça por sua pele e couro. O último da espécie morreu no zoológico de Amsterdam, em 1883.
Isso sem falar em uma lista extensa de outros tantos animais que desapareceram da face da Terra, entre tigres, golfinhos, lobos, focas, cabras, pássaros, etc...

E nós? Quando iremos 

Sobre o Autor: Darc Freitas de Andrade é Catador de Materiais Recicláveis, na cidade de  São Gonçalo.


2 comentários:

  1. E não é que sua espécie também está em extinção devemos cuidar muito bem grande guerreiro exemplo de homem,.

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